Especialistas alertam contra armadilha caseira de Aedes que viralizou nas redes

Em sua versão caseira, a garrafa é cortada, lixada e colada para se transformar em um recipiente de armazenamento de água com duas câmaras – uma em contato com o ambiente e outra isolada. Elas são separadas pela tela de microtule.

A ideia é que a fêmea do mosquito Aedes aegypti seja atraída pela água em evaporação natural de um local que acredita ser seguro para depositar seus ovos.

A mosquitérica fornece um ambiente de água parada e rica em microrganismos, cujo crescimento é estimulado pela presença da ração de gato ou alpiste.

“O mosquito não precisa só de água parada e limpa. A água precisa ter micróbios que são o alimento para as larvas”, afirmou o professor Maulori Cabral, chefe do departamento de virologia do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele é um dos criadores da armadilha.

Inicialmente, ovos do mosquito são depositados na câmara em contato com o ambiente e se transformam em larvas. Atraídas pelo alimento, essas larvas atravessam a tela de microtule e passam para a segunda câmara, onde está o alimento.

Lá elas desenvolvem e crescem a ponto de não serem capazes de retornar para a primeira câmara através da tela, ficando assim presas. O dono da armadilha então precisa matar larvas e mosquitos que se acumulam na segunda câmara e reiniciar o processo.

Contudo, os institutos Oswaldo Cruz, do Rio de Janeiro, e Emílio Ribas, de São Paulo, dão ênfase às estratégias tradicionais e não recomendam a utilização individual da armadilha durante a atual epidemia.

Sua utilização, alertam, poderia em tese atrair mais mosquitos para a casa do usuário – aumentando o risco para ele e para seus vizinhos.

Em linhas gerais, a armadilha é feita com uma garrafa pet, uma tela de tecido tipo microtule e uma isca, que pode ser arroz, alpiste ou ração de gatos. A ideia da invenção é capturar o Aedes aegypti enquanto ele ainda é uma larva e ainda não se traarmadilha viralnsformou em mosquito.

Os institutos Emílio Ribas e Oswaldo Cruz afirmam que a melhor forma de combater o mosquito Aedes aegypti é eliminando a água parada em locais que podem se transformar em criadouros.

O que não puder ser eliminado deve ser vedado para evitar o contato do mosquito com a água.

O ciclo de vida do mosquito dura entre 7 e 10 dias, por isso recomenda-se a verificação e eliminação de eventuais criadouros uma vez por semana.

O objetivo é interromper o ciclo de vida do inseto.

O pesquisador Ricardo Lourenço, do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), diz que um erro comum das pessoas ao verificar criadouros é não saber da existência de ovos do mosquito nas bordas de recipientes.

“Os ovos do Aedes aegypti possuem uma substância altamente aderente, portanto ficam bem colados nos recipientes. Por conta disso, limpar as paredes dos receptáculos que não podem ser descartados ou vedados, semanalmente, é de extrema importância no combate ao vetor”, afirmou.

Até agora não há vacina ou soro conhecido contra o zika vírus.

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