Preocupação excessiva pode ser a causadora de inúmeras doenças

A preocupação é a resposta normal quando se enfrenta uma situação cujo desfecho é imprevisível e potencialmente negativo. Todas as pessoas confrontam-se durante a vida com algum nível de preocupação, o que sucede é que alguns de nós se preocupam mais que a maioria.

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Preocupação excessiva

De um modo geral, as pessoas não pensam que a preocupação possa ser o sinal de que algo não está bem, na nossa sociedade a preocupação é inclusive entendida como um sinônimo de maturidade e responsabilidade, pelo que é habitualmente desvalorizada no estudo psicológico.

Podemos considerar a preocupação como um estressor, fonte direta de dores de cabeça, insônia, úlceras, paranoia, desordens de ansiedade, depressão e fobias.

Alguns especialistas na área do estresse acreditam que a preocupação é uma fonte indireta de desordens que envolvem o sistema imunitário. Por exemplo, quando a preocupação conduz à depressão e quando esta se torna profunda, o nosso sistema imunitário fica enfraquecido até ao ponto que uma mera constipação pode tornar-se num grande problema de saúde.

Sente-se estressado, deprimido, ansioso, irritado, chateado, como se você estivesse destinado a sofrer?  Pois, incentivo-o a parar de pensar sobre o que está errado, parar de tentar encontrar respostas e proponho que se foque na criação de alegrias existentes na sua vida!

Hoje sabe-se que a preocupação excessiva, designada de perturbação de ansiedade generalizada, pode ter um impacto tão importante como a depressão, em virtude de interferir com diferentes áreas da nossa vida, como a profissional, familiar ou pessoal.

Considera-se preocupação excessiva, quando é incontrolável, irracional e desproporcional face às situações que a desencadeiam. A preocupação excessiva caracteriza-se ainda pela incapacidade de parar de pensar, pela dificuldade de esvaziar a cabeça.

O caráter intrusivo e obsessivo da preocupação, faz com que a ansiedade generalizada, tenha consequências nefastas no dia-a-dia da pessoa e na sua sensação de bem-estar e de qualidade de vida. Estudos recentes vieram também demonstrar que a preocupação excessiva pode ter um impacto extremamente negativo nas relações interpessoais, transformando relações interpessoais saudáveis, em relações pouco construtivas, doentias e desagradáveis.

As pessoas que sofrem de perturbação de ansiedade generalizada põem frequentemente as relações com a família, amigos e colegas de trabalho no topo da lista das suas preocupações, mas a forma que utilizam para lidar com as mesmas pode ser extraordinariamente destrutiva.

Dois estudos independentes identificaram 4 estilos intercativos dominantes na forma como as pessoas com perturbação de ansiedade generalizada manifestam as suas preocupações com os outros – o intrusivo, o frio, o não assertivo e o explorável.

Os diferentes estilos de interação não parecem estar relacionados com a severidade de ansiedade, pelo que não é o nível de ansiedade que dita o estilo de interação social, mas antes fatores como a personalidade e o estilo de interagir na sociedade, que influenciam a forma como a pessoa se relaciona com os outros.

Nos diversos estilos de interação as pessoas preocupam-se de igual modo e com mesma frequência e intensidade, mas manifestam as suas preocupações de formas distintas.

Assim, por exemplo, duas pessoas com preocupações similares acerca da saúde e segurança dos seus familiares, uma das quais se enquadra por exemplo no estilo intrusivo, pode manifestar a sua preocupação através do uso frequente de expressões intrusivas no que concerne à outra pessoa. É o caso do pai ou da esposa que telefona constantemente para saber como está o outro.

Enquanto por exemplo, uma pessoa com um estilo de interação frio, pode manifestar a sua preocupação criticando ou punindo o familiar por comportamentos que considera pouco cuidadosos ou demasiado despreocupados.

Teorias recentes acerca da ansiedade generalizada enfatizaram que o funcionamento interpessoal e da personalidade é um aspecto relevante desta perturbação, pelo que qualquer intervenção vocacionada para esta perturbação deverá ter igualmente em atenção o domínio das relações interpessoais, dado que nenhum dos estilos habitualmente usados permite criar relações positivas e satisfatórias para ambos os lados.

A preocupação é a mesma, mas manifesta-se de formas diferentes e tem no outro um impacto distinto, mas em qualquer t a preocupação nas relações interpessoais é extremamente diferente, sendo contudo extremamente negativo em ambas as situações.

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