Nível do mar subiu mais nos últimos cem anos que nos três milênios anteriores

edifício verde e placa fotovoltaicaAo que tudo indica os climatólogos sempre estiveram certos em alertar para a transformação da Terra, conduzida pelas mãos do próprio homem. Agora já estamos sentindo os efeitos nocivos de nossos atos.

Os especialistas, após vários cálculos, estimam que, entre 1900 e 2000, os oceanos subiram cerca de 14 cm por causa do degelo.

Esse efeito é decorrente do aquecimento global. E devido essas alterações climáticas, indica que os oceanos e os mares do planeta subiram cerca de 14 centímetros, por causa do degelo, principalmente no Ártico, conforme estudos publicados na revista científica norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Os climatólogos estimaram que, sem a elevação da temperatura do planeta observada desde o início da era industrial, a subida do nível dos oceanos teria correspondido a menos da metade observada nos últimos cem anos.

Conforme o alerta do professor Robert Kopp, do departamento de Ciências da Terra da Universidade Rutgers, em Nova Jersey, Estados Unidos: o século passado foi excepcional em comparação com os últimos três milênios e a elevação no nível dos oceanos acelerou nos últimos 20 anos. Decorrência do aquecimento global o estudo deixa claro que o nível dos oceanos baixou cerca de oito centímetros entre o ano 1000 e 1400, período marcado por um arrefecimento planetário de 0,2 graus Celsius (°C).

Atualmente, a temperatura mundial média está um grau acima do que a do final do século 19.

Claro que isso não depende dos seres humanos comuns, mas daqueles que detêm poder para mudar esse fato.

Em 12 de dezembro, 195 países aprovaram o acordo de Paris, que prevê conter a elevação das temperaturas em dois graus acima da era pré-industrial.

Se os compromissos conduzirem a uma eliminação gradual do uso carvão e dos hidrocarbonetos, o aumento do nível dos oceanos talvez não vá além de 24 a 60 centímetros, segundo o estudo.

Estes novos dados sobre o nível dos oceanos confirmam uma vez mais como este período moderno de aquecimento não é habitual, porque se deve às nossas emissões de gases de efeito de estufa. Assim, o que caberia aos indivíduos comuns, basicamente: evitar o corte de árvores, plantar árvores, evitar o uso de carro, sem a devida utilidade, procurar formas de viver ecologicamente correto, como por exemplo, a casa verde, cada vez mais inovadoras e eficientes. Tijolos ecológicos, placas que captam energia solar para aquecimento da água, captação de águas das chuvas. Esses são produtos que já estão disponíveis no mercado e a preços competitivos. Além disso, também existem opções alternativas feitas artesanalmente com materiais recicláveis.

As próprias construtoras, indústrias, grande empresas, deviam repensar suas práticas de construções e a utilização de materiais, que num primeiro momento pode ter um custo elevado, mas que a longo prazo ajuda o meio ambiente e ainda diminui o custo de energia elétrica, causa mais oxigenação aos que ocupam esses espaços.

Tudo isso tem um custo, mas é preciso pagar o preço, pois fomos nós que demos causa ao que ocorre no momento.

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