Bolsa opera estável e dólar cai, com ata do Copom e cena política

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A euforia com as medidas de estímulo monetário do Banco Central Europeu (BCE) foi tão intensa quanto curta e a piora do humor dos agentes provocou uma virada nos mercados financeiros globais nesta quinta-feira (10).

Os mercados reagiram mal à afirmação do presidente do BCE, Mario Draghi, de que o banco central da zona do euro não antecipa novos cortes de juros para reavivar a economia. Essa afirmação apagou todo o otimismo ditado pelas medidas anunciadas no começo do dia. O BC europeu cortou suas taxas de juros e expandiu seu programa de compra de ativos para incluir dívida corporativa.

A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, divulgada nesta quinta-feira, 10, passou a afirmar que a ociosidade no mercado de trabalho encontra-se “elevada”. No documento apresentado após a reunião de janeiro, o Comitê informava que “a margem de ociosidade no mercado de trabalho tem aumentado em ritmo mais forte”.

O Copom pondera que ainda prevalece risco significativo relacionado, particularmente, à possibilidade de concessão de elevados aumentos de salários nominais, com repercussões negativas sobre a inflação. “Não obstante a ocorrência de variações reais de salários mais condizentes com as estimativas de ganhos de produtividade do trabalho, o Comitê avalia que a dinâmica salarial permanece originando pressões inflacionárias de custos”, diz.

A ata manteve inalterada a avaliação de que o cenário contempla expansão moderada do crédito, “o que já havia sido observado e tende a persistir”. O colegiado destaca que, após anos em forte expansão, o mercado de crédito voltado ao consumo passou por moderação. Para o BC, nos últimos trimestres, observaram-se, de um lado, redução de exposição por parte de bancos e, de outro, desalavancagem das famílias.

O Copom trouxe um alerta sobre a necessidade de o governo perseverar na promoção de reformas estruturais de modo a assegurar a consolidação fiscal em prazos mais longos. Esta foi a grande mudança na parte do documento em que a diretoria da instituição aborda o crescimento do País.

O BC conta que a expectativa para a inflação se afastou mais da meta de 4,5%, no cenário de juros estáveis e dólar a R$ 3,95. Apesar disso, o BC acha que o ambiente está mais “desinflacionário que o inicialmente previsto”, ou seja, pressionando menos a inflação.

Porém, as taxas de juros tornam a cair na BM&FBOVESPA nesta quinta-feira (10). Este fato decorre das más notícias no Brasil e no exterior.

O IBGE divulga hoje a taxa de inflação de fevereiro, que deve ser menor que a de janeiro, mas ainda continuará na casa de 10% em 12 meses. A grande dificuldade do Banco Central em conter a escalada dos preços é que o país enfrenta uma inflação de custos, provocada por aumento de tarifas, impostos e pela alta do dólar. A indexação continua forte, com negociações trabalhistas olhando para a inflação passada.

Diante desse panorama o mercado continua apostando no impeachment da presidente Dilma Rousseff.

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