Lula cobra combate à corrupção usando falácias

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O “eterno” sindicalista Lula falou por mais de uma hora a sindicalistas de São Paulo, ontem, quarta-feira (23).

Como sempre usa falácias para convencer o povo menos esclarecido. Diz que pretende ajudar Dilma Rousseff em seu governo mesmo sem ser ministro. Fala sobre defender a democracia no país e evitar, conforme sua suposta sapiência, o que ele denomina de golpe contra o atual governo.

Para variar ele ataca para se defender, faz críticas à operação Lava Jato, dizendo que a investigação provoca prejuízos financeiros ao país. Não bastasse isso, ainda pede às centrais sindicais que cobrem do juiz Sérgio Moro a “estimativa” do suposto prejuízo econômico causado pela operação. “É possível combater a corrupção sem fechar empresa?”, questionou. “A operação de combate à corrupção é uma necessidade para esse país. Mas é bom vocês se reunirem, fazerem uma pesquisa, por que quando tudo isso terminar pode ter muita gente presa, mas pode ter muito desempregado nesse país”, disse Lula.

O evento, organizado pelas centrais sindicais na Casa de Portugal, na Liberdade, centro de São Paulo, foi convocado segundo as entidades para defender “a democracia e o Estado de Direito” e contra o processo de impeachment de Dilma. Durante sua fala, Lula destacou: “Nem que seja a última coisa que eu faça na vida, vou ajudar a Dilma a governar esse país com a decência que o povo merece.”

Para tentar amenizar ou descartar o golpe que ele conduziu Dilma Rousseff tentar ao convoca-lo como Ministro da Casa Civil, para fugir da justiça federal do Paraná, diz que o convite para integrar o governo Dilma veio em agosto do ano passado, mas recusou. Com o agravamento da crise, Dilma insistiu e ele resolveu aceitar.

Ora, nada mais que falácia. Todos os brasileiros de bem sabem que ele não queria ser julgado sem foro privilegiado. Precisava desesperadamente fugir de Sérgio Moro.

Na semana passada, o ex-presidente tomou posse na Casa Civil, mas a nomeação foi suspensa por decisões liminares e pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. O governo tentou reverter a decisão no tribunal, usando uma manobra ilegal. Os ministros chamados a julgar sobre o julgamento do Ministro Gilmar Mendes se negaram a fazê-lo, como foi o caso da Ministra Rosa Weber, que agora foi nomeada relatora do processo.

Durante o discurso, Lula também disse que a questão econômica será resolvida, mas que é preciso lutar o mais rápido possível contra o que ele chamou de golpe contra o governo Dilma. “É golpe. Não tem outra palavra. Esse país não pode aceitar o golpe. A economia a gente resolve amanhã, mas evitar o golpe é hoje”. Segundo ele, a crise que o país enfrenta hoje será resolvida com a ajuda do povo. “Este país é tão extraordinário, com povo tão extraordinário que quem pode ajudar a resolver a crise desse país é o povo.”

O ex-presidente defendeu Dilma e disse que não há razões que justifiquem o impeachment da presidente. “Não existe nenhuma razão para o impeachment. Se juntarem 800 juristas verão que não há nenhuma razão, nenhum fato”. Para Lula, as pessoas estão sendo condenadas “pelas manchetes de jornais antes de serem julgadas”. Ele continua tentando confundir os incautos.

Não bastasse, dirigiu-se aos opositores do governo, dizendo que “eles têm que aprender que ganhamos essa eleição pelo voto democrático”.

“Se eles quiserem ir para a presidência, que esperem 2018. Eu esperei. Não queiram fazer o golpe na Dilma que não vamos facilitar”, disse.

Com a voz bastante rouca e falha, Lula foi bastante aplaudido e teve o discurso interrompido diversas vezes por gritos de “Não vai ter golpe” da plateia.

Lula também fez críticas aos movimentos contrários ao governo que, em geral, saem às ruas usando camisas verde e amarela. Para ele, isso parece “torcida organizada”. “As pessoas acham que quem usa camisa verde e amarela é mais brasileiro. Tem muita gente que acha é mais brasileiro que nós ou que o dólar está alto. Se eles não podem viajar para Miami, que viajem para Garanhuns [em Pernambuco]”, brincou. O desrespeito em relação à opinião do povo brasileiro foi enorme. O que vale e sempre valerá para Lula é a opinião dele.

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