Encontrado manuscrito que diz que Jesus se casou e teve filhos com Maria Madalena

Maria-Madalena

Tradutores conseguem descobrir o que o texto guardado na British Library dizia. Os pesquisadores Barrie Wilson e Simacha Jacobovic, da British Library, encontraram em um manuscrito antigo alegações de que Jesus Cristo teria se casado com Maria Madalena. Feito há cerca de 1500 anos, o “Lost Gospel” foi traduzido do aramaico e revela que os dois, inclusive, teriam tido dois filhos. Dizendo que a Virgem Maria “original” seria a mulher de Jesus e não sua mãe, a afirmação desbanca um dos maiores dogmas da Igreja Católica.

Por muitos anos, experts minimizaram a importância histórica da figura bíblica Maria Madalena. Mas de acordo com os tradutores, ela possui uma significância muito maior do que se imaginava. A sua representatividade pode ser encontrada, inclusive, em outros importantes momentos da vida de Jesus.

O curioso é que essa não é a primeira vez que uma alegação desse tipo é feita. “The Last Temptation of Christ”, de Nikos Kazantzakis; e “O Código da Vinci”, de Dan Brown, já tinham mencionado esse casamento. Enquanto isso, os pesquisadores guardam as outras descobertas – como os nomes dos filhos de Jesus – realizadas com a tradução do manuscrito.

Autores do livro ‘The Lost Gospel’ afirmam ter descoberto um documento que fala de filhos e união entre Cristo e Madalena.

Jesus aparece a Maria Madalena após ressurreição, algo típico da normas judaicas da época, Em pintura de Antonio Allegri intitulada ‘Correggio Noli me Tangere’; estudo afirma que ambos se casaram.

Jesus Cristo se casou com Maria Madalena e teve filhos com ela? Sem dúvida, você deve estar pensando, esse é o tipo de sensacionalismo que só se encontra nas páginas de ficção.

Em Papiro do século 4 é isto que fica assentado: Jesus Cristo foi casado.

De fato, o livro que inspirou o filme homólogo “O Código Da Vinci”, de Dan Brown, trabalhava na articulação de uma premissa: uma linhagem secreta havia surgido a partir da união entre Jesus e Maria Madalena.

Mas agora, os autores de um novo livro, o “The Lost Gospel”, afirmam ter descoberto evidências de um manuscrito que conta a história de dois filhos de Jesus e seu casamento com Maria Madalena, sob as palavras de um de seus seguidores mais próximos, que esteve na crucificação, sepultamento e descoberta do túmulo vazio do redentor, segundo informações do Daily Mail.

Claro, tem havido várias descobertas de “novos” evangelhos ao longo dos anos e alegações sobre um relacionamento romântico entre Jesus e Maria Madalena persistiram por séculos. Na verdade, eles têm sido frequentemente explorados na cultura popular. Por exemplo, nos anos 50, o livro “A Última Tentação de Cristo” sugeriu que o casal se casou depois de Jesus ter sido retirado da cruz. Martin Scorsese transformou a ideia em um filme de mesmo nome em 1988.

No entanto, este novo livro centra-se em uma história encontrada em manuscrito datado de 570 d.C. e escrito em siríaco – uma língua literária do Oriente Médio utilizada entre o século quarto e oitavo e relacionada ao aramaico, a língua falada por Jesus.

Escrito em pergaminho que havia estado nos arquivos da Biblioteca Britânica durante cerca de 20 anos, onde ele foi colocado depois de o Museu Britânico ter originalmente o comprado em 1847 de um negociante que diz tê-lo obtido a partir do antigo Macário Mosteiro no Egito.

Durante os últimos 160 anos, o documento tem sido estudado por alguns estudiosos, mas havia sido considerado muito normal até Simcha Jacobovic, um cineasta israelense-canadense, e Barrie Wilson, um professor de estudos religiosos em Toronto, terem olhada no conteúdo.

Depois de seis anos de estudos, eles estão convencidos de que descobriram um quinto evangelho desaparecido – a ser acrescentado aos quatro últimos, que contam a história da vida de Cristo e diz ter sido escrito pelos evangelistas Mateus, Marcos, Lucas e João, no século 1 d.C..

Se for verdade, essa seria a maior revelação sobre a vida de Jesus em cerca de 2 mil anos. Jacobovici afirma que o manuscrito, de 29 capítulos de extensão, é uma cópia do século sexto de um outro evangelho do primeiro século e lança partes da Bíblia de uma forma muito diferente. Ainda esta semana ele irá apresentar suas descobertas em uma coletiva organizada pela Biblioteca Britânica.

No filme ‘O Código Da Vinci’, Tom Hanks interpreta Robert Langdon, que tenta desvendar mensagens ocultas em obras famosas

Como na ficção “O Código Da Vinci”, cujo herói vasculha obras de arte para decifrar mensagens religiosas secretas, o documento está escrito em código. Segundo Jacobovici e Wilson, a narrativa trata do casamento de Jesus através da história de um personagem do Antigo Testamento chamado José e sua mulher, Aseneth.

Jacobovici decidiu olhar mais de perto para José e Aseneth quando ele comparou sua história com outros contos do Velho Testamento. A fim de testar a veracidade dos documentos da Biblioteca Britânica, os pesquisadores usaram imagens digitais hi-tech para fotografá-los 13 vezes. Eles, então, tiveram acesso ao manuscrito traduzido pela primeira vez a partir do siríaco para o Inglês.

Houve outras, mais tarde, versões da história de José e Aseneth, escrito em latim e grego, que foram preservados em mosteiros. Mas voltando ao siríaco antigo, Wilson e Jacobovici dizem ser possível ler o texto como foi planejado e decodificar a história oculta.

De acordo com sua alegação, José era, na verdade, Jesus – e Aseneth seria Maria Madalena. A nova tradução, de acordo com Jacobovici e Wilson, registra que o Faraó do Egito oficializou o casamento deles, dizendo a Aseneth que “Bem-aventurados vós pelo Senhor Deus de José, porque ele é o primogênito de Deus, e você será chamada filha do Deus Altíssimo e noiva de José agora e para sempre”.

Depois de uma festa de casamento de sete dias, o texto diz que “José teve relações sexuais com Aseneth e Aseneth concebeu e deu à luz a Manassés e seu irmão Efraim na casa de José.”

Poderia, então, séculos de doutrina cristã estar errada e Jesus ter sido um marido e pai? Há muitas mais peças do quebra-cabeça para ser colocadas juntas antes que isso possa ser provado conclusivamente.

A teoria baseia-se nas alegações de que este evangelho “perdido” e a história “criptografada” do casamento de Jesus foram resultado do trabalho de um grupo de cristãos perseguidos. O autor, aparentemente, desapareceu da vista do público em torno de 325 d.C..

Essa era a época em que o então imperador romano Constantino – o primeiro imperador cristão – pode ter ordenado todos os outros evangelhos a serem destruídos, deixando apenas Mateus, Marcos, Lucas e João para contar a história de Jesus para sua versão de cristianismo.

Mas eles ainda têm uma enorme quantidade de pessoas a convencer – especialmente para a Igreja da Inglaterra, que naturalmente zomba das reivindicações, descartando-as como as mais próximas da ficção popular e se assemelhando mais com “O Código Da Vinci” do que os registros históricos de Mateus, Marcos, Lucas ou João.

*Baseado em conteúdo do Daily Mail

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