Físicos detectam novas ondas gravitacionais

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Elas foram registradas no fim de 2015 e são resultado da colisão de dois buracos negros

Pela segunda vez nos últimos meses, cientistas conseguiram detectar ondas gravitacionais. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (15) pelos pesquisadores responsáveis, cuja descoberta foi aceita para publicação no periódico científico Physical Review Letters.

As ondas gravitacionais foram detectadas na madrugada do dia 26 de dezembro de 2015 por meio dos dois detectores do LIGO (Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser) localizados nas cidades de Livingston, em Louisiana, e Hanford, em Washington, ambas nos Estados Unidos.

De acordo com os cientistas da Colaboração Cientifica LIGO (a qual inclui a Colaboração GEO600 e o Consórcio Australiano de Astronomia Interferométrica Gravitacional) e da  Colaboração Virgo, responsáveis pela descoberta, estas ondas foram produzidas por uma fusão de dois buracos negros — que tinham 14 e 8 vezes a massa do Sol, respectivamente — que ocorreu há cerca de 1,4 bilhão de anos e produziu um novo buraco negro com 21 vezes a massa da nossa estrela. Durante o fenômeno, uma massa equivalente à do Sol foi convertida em ondas gravitacionais.

Os buracos negros em questão são relativamente menores do que os da detecção das primeiras ondas gravitacionais, anunciada em fevereiro deste ano. Na primeira descoberta, os buracos negros tinha massas 36 e 29 vezes maiores do que a do Sol e estavam a 1,3 bilhões de anos-luz da Terra.

As ondas gravitacionais foram previstas pela primeira vez por Albert Einstein há um século. Na Teoria da Relatividade, o cientista afirmou que qualquer evento cósmico que cause perturbação no espaço-tempo com força suficiente pode produzir ondulações gravitacionais que se propagam pelo Espaço.

As ondas são importantes pois carregam informações sobre suas origens e a natureza da gravidade que, segundo físicos, não podem ser obtidas de outra maneira.

As primeiras ondas foram detectadas em setembro de 2015. Elas foram captadas a partir de interferômetros, aparelhos que conseguem detectar interferências no espaço-tempo, a malha estrutural do universo descrito por Einstein. Trata-se de dois arranjos de lasers e espelhos em forma de L que conseguem registrar qualquer distorção provocada pela passagem do fenômeno.

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